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23/07/2025

O segredo do sucesso da Vivo não está nos números, mas na governança que construiu seu legado

Em um mercado cada vez mais competitivo e exposto a pressões sociais, ambientais e regulatórias, algumas empresas se destacam não apenas pelo lucro, mas pela forma como constroem seu legado. A Vivo é um desses exemplos. Ao transformar sua estrutura de governança corporativa, a empresa conseguiu algo raro: crescer financeiramente, expandir sua base de clientes e ainda ser reconhecida internacionalmente por suas práticas ambientais, sociais e de gestão.

Mas como isso foi possível? E o que empresas de todos os portes podem aprender com esse movimento?

O ponto de virada

Em maio de 2025, a Telefónica, controladora espanhola da Vivo, divulgou um dado que chamou atenção: a operação brasileira havia registrado crescimento de 6,2% na receita, atingido a maior base de clientes da história (quase 110 milhões de usuários) e consolidado sua liderança absoluta em telefonia móvel e fibra óptica no Brasil.

Enquanto a companhia-mãe recuava em outros países da América Latina — como na venda da operação argentina —, a operação brasileira ganhava ainda mais relevância.

O segredo? Uma combinação de estratégia, responsabilidade e governança robusta, iniciada em 2018 com foco em propósito, impacto e longevidade.

Mais que lucro: propósito claro e metas reais

Sob o comando do CEO Christian Gebara desde 2018, a Vivo definiu um novo propósito: “digitalizar para aproximar”. Essa missão foi o fio condutor para decisões que impactaram todas as áreas da empresa — da diversidade ao meio ambiente.

A agenda ESG da companhia deixou de ser um discurso institucional e passou a fazer parte do planejamento estratégico, da cultura organizacional e, principalmente, da governança corporativa. Foi essa mudança de chave que transformou a Vivo em referência mundial. Em 2024, a empresa alcançou o 6º lugar no Dow Jones Sustainability Index World — à frente da própria Telefónica, que ficou em 9º.

A força da governança como motor de transformação

A transformação da Vivo não foi impulsionada apenas por boas intenções, mas por uma arquitetura de governança sólida e bem distribuída. A empresa passou a operar com dois comitês de sustentabilidade ativos: um na diretoria executiva e outro diretamente ligado ao conselho de administração.

O conselho é composto por 83% de membros independentes e 33% de mulheres. Também foi criado um grupo consultivo com especialistas em clima, educação e sustentabilidade — como o cientista Carlos Nobre e o ambientalista Kaká Werá — para apoiar decisões estratégicas. A governança se consolidou como pilar da estratégia corporativa, garantindo alinhamento entre todas as áreas da empresa e comprometimento com metas de longo prazo.

Remuneração alinhada com impacto

Outro destaque do case Vivo está na forma como a empresa usa incentivos para transformar cultura em comportamento. Desde 2019, 20% da remuneração variável dos executivos está diretamente ligada a metas ESG — como redução de emissões e aumento da diversidade. Esses critérios também impactam a bonificação de todos os colaboradores, criando um senso de corresponsabilidade.

Mais que um modelo de gestão, é um sinal claro: na Vivo, propósito dá bônus.

Resultados que impressionam

A evolução da Vivo ao longo dos últimos anos é visível em todos os aspectos. No campo ambiental, a empresa opera com 100% de energia renovável desde 2018 e mantém 72 usinas próprias de geração de energia limpa distribuídas pelo Brasil. No campo social, a Fundação Telefônica Vivo já impactou mais de 2 milhões de pessoas com projetos educacionais.

Em 2024, foram mais de 70 mil professores formados e 1,6 milhão de alunos beneficiados. Na diversidade, 43,6% dos colaboradores são pessoas negras (contra 23% em 2018), 45,6% são mulheres e 38,7% ocupam cargos de liderança. Já o programa Vivo Recicle coletou mais de 5 milhões de itens eletrônicos desde sua criação, com um crescimento de 208% em volume só em 2024. Tudo isso sem abrir mão da performance financeira — muito pelo contrário.

Governança que prepara para o futuro

A Vivo não parou por aí. A empresa já estabeleceu metas ambiciosas para 2035. Entre elas estão: alcançar emissões líquidas zero (net zero) até cinco anos antes do prazo global; chegar a 375 toneladas de resíduos eletrônicos reciclados; atingir 40% de mulheres em cargos de alta liderança e 45% de pessoas negras na liderança geral.

Esses compromissos só são viáveis graças a uma governança estruturada, estratégica e transparente — que conecta valores, metas e resultados com uma cultura voltada para a inovação e a responsabilidade.

O que sua empresa pode aprender com esse case?

A Vivo é uma gigante, mas as lições que ela ensina valem para qualquer negócio. A principal delas é clara: sem uma boa governança, não há sustentabilidade possível. E sem sustentabilidade, não há futuro. Implementar uma estrutura de governança corporativa não é algo exclusivo para grandes corporações.

Pelo contrário: quanto mais cedo esse processo for iniciado, maiores serão os benefícios em termos de transparência, competitividade e longevidade do negócio.

E como a Gennesys pode ajudar?

Na Gennesys, acreditamos que uma governança bem implementada é o primeiro passo para transformar negócios em legados. Nosso serviço de implementação de governança corporativa é feito sob medida para empresas que desejam crescer com consistência, solidez e visão de longo prazo.

Ajudamos sua organização a estruturar conselhos, definir indicadores estratégicos, alinhar propósito e estratégia e criar políticas que fortalecem a confiança entre sócios, colaboradores, parceiros e investidores.

Quer preparar sua empresa para o futuro? Fale com nossos especialistas e descubra como a Gennesys pode ser sua parceira nessa jornada de transformação.