No dia 30 de julho de 2025, o Morgan Stanley divulgou a pesquisa “Os Adotantes de IA Chegaram: Formas de Investir + Análise dos Casos de Uso da Adoção de IA”. O relatório analisou como empresas de diferentes setores estão integrando a inteligência artificial em suas operações e destacou um estudo de caso robusto sobre a Microsoft, revelando métricas, estratégias e resultados concretos.
O estudo deixa claro: a IA deixou de ser promessa futurista e já se tornou um motor central de eficiência, inovação e vantagem competitiva.

O contexto da adoção de IA
De acordo com o Morgan Stanley, empresas em múltiplos setores vêm aplicando IA digital e física para transformar operações, reduzir custos e criar novas experiências para clientes e funcionários.
A pesquisa com CIOs mostrou que 60% esperam ter cargas de trabalho baseadas em IA generativa em produção até o final de 2025. Os objetivos principais incluem:
- Aumento da produtividade dos colaboradores
- Redução de custos trabalhistas
- Aplicações voltadas ao cliente para elevar receitas e satisfação
Os resultados já aparecem em números: mais precisão em inteligência de negócios, maior engajamento do cliente, padrões de segurança reforçados e eficiência operacional inédita.
É nesse cenário que a Microsoft se destaca.
Microsoft: um estudo de caso em escala global
Segundo o Morgan Stanley, a Microsoft tem feito da IA um pilar estratégico em todos os seus segmentos: produtividade, nuvem, segurança e operações corporativas.
Em 2025, a empresa anunciou o corte de 15.000 funcionários, principalmente em vendas, mas simultaneamente acelerou a integração de soluções de IA, especialmente com o Copilot.
Copilot: IA no coração da produtividade
O Copilot foi introduzido em fases, começando internamente. Os resultados:
- Vendas: mais leads qualificados e negócios fechados mais rapidamente.
- Atendimento ao cliente: redução de 12% no tempo de resolução de casos e aumento de 10% nos problemas solucionados.
- Recursos Humanos: ferramenta Ask HR para consultas sobre folha e benefícios, com 26% menos tempo de resposta inicial.
O impacto é direto: eficiência interna e melhor experiência para clientes.

IA na programação e no desenvolvimento tecnológico
Outro dado do Morgan Stanley chama atenção: 35% do código de novos produtos da Microsoft já é gerado por IA em julho de 2025.
Isso acelera a criação de software, reduz falhas e libera engenheiros para tarefas mais estratégicas.
Segurança reforçada com IA
A Microsoft também aplicou IA em governança e proteção digital. Entre os destaques:
- Security Copilot: identifica incidentes, resume informações, analisa ataques e sugere respostas.
- Zero Trust com IA: verificação contínua de usuários e dispositivos baseada em dados.
- Gestão de dispositivos: manutenção preditiva em mais de 750 mil aparelhos da empresa.
O Morgan Stanley destaca que essas soluções elevam os padrões de cibersegurança e reduzem riscos críticos.
IA no cotidiano corporativo
Além de vendas e segurança, a Microsoft expandiu a IA para áreas administrativas:
- RH: recrutamento inteligente e suporte em tempo real
- Jurídico: automação da análise e criação de documentos, com economia de horas de equipe
- Workplace Services: aplicativo Places para otimizar escritórios híbridos e agendar espaços
- Viagens e Despesas: plataforma OneExpense com machine learning para relatórios automáticos
Essa integração mostra como a IA está redesenhando funções corporativas de forma transversal.
Resultados mensuráveis segundo o Morgan Stanley
O relatório apresenta métricas impressionantes:
- US$ 500 milhões economizados em call centers em 2024
- 9% de aumento na receita por vendedor
- 1.600 horas anuais economizadas pela equipe do Xbox apenas na automação de contratos (com previsão de mais 600 horas adicionais)
Esses dados reforçam que a IA não é apenas “inovação de imagem”, mas uma alavanca real de eficiência financeira.
A lição da Microsoft para o mercado
A análise do Morgan Stanley mostra que a Microsoft não está apenas adotando IA, mas redefinindo sua arquitetura operacional com ela.
Alguns aprendizados para empresas e investidores:
- Escalabilidade é chave – A Microsoft aplica IA do atendimento ao jurídico, mostrando que o ganho está em escalar a tecnologia em várias áreas.
- Medição é essencial – Cada iniciativa vem acompanhada de métricas claras (horas economizadas, custos reduzidos, receitas ampliadas).
- IA é estratégica, não acessória – A empresa trata IA como núcleo de inovação, não apenas como ferramenta auxiliar.
O futuro da adoção de IA
Segundo o Morgan Stanley, a adoção de IA vai acelerar ainda mais até 2026, borrando fronteiras entre inteligência digital e execução física. Empresas que não se adaptarem correm o risco de perder competitividade global.
O caso da Microsoft é um exemplo vivo de como a IA já está moldando o futuro do trabalho, da segurança e da produtividade em escala mundial.

Conclusão
A pesquisa do Morgan Stanley deixa claro: a IA já é um divisor de águas. O estudo de caso da Microsoft mostra ganhos de eficiência, economia bilionária e avanços em quase todas as áreas corporativas.
Para investidores e empresas, a mensagem é simples: ignorar a IA não é mais opção. O momento de adotar, adaptar e escalar é agora.
Fonte: Morgan Stanley – “Os Adotantes de IA Chegaram: Formas de Investir + Análise dos Casos de Uso da Adoção de IA” (30 de julho de 2025).